quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Centro de São Paulo convive com lixo espalhado por usuários de droga


Cracolândia é onde se encontra o maior volume de sujeira
Quem passa todas as manhãs pela Rua dos Gusmões, Triunfo, Andradas e adjacências do bairro da Luz observa o lixo espalhado pela região. Conseqüência da grande quantidade de usuário de drogas que fazem do centro velho da Capital um lugar sem lei, moradores, comerciantes e trabalhadores reclamam da situação na qual são obrigados a conviver diariamente com o medo e com a sujeira.

No bairro, importantes espaços culturais como a sala São Paulo, o Museu da Língua Portuguesa e a Rua Santa Ifigenia, referência nacional em produtos eletro-eletrônicos atraem milhares de pessoas durante o dia e nas atividades culturais noturnas. Porém, na madrugada o consumo, o comércio de crack e a bagunça passam a fazer parte do cenário cotidiano da região.


Pela manhã, todo tipo de resíduos pode ser encontrado. Materiais domésticos, alimentos, seringas, cachimbos, garrafas. Fezes e urina ficam nas ruas, portas das lojas e nas calçadas. Trabalhadora da região, a vendedora Andréia Profílio acredita que os viciados trazem a sujeira de outros lugares e afirma que os horários de coleta seletiva e varrição contribuem pra que isso permaneça, “a hora que o lixeiro e o pessoal responsável por varrer passam possibilita que os “nóias” mexam nos sacos de lixo e fique essa imundice”, comenta.

Segunda a empresa Loga, responsável pela coleta dos sacos de lixos, a realização desse trabalho é feita todos os dias após às 21 horas devido ao grande fluxo de automóveis. “Fazemos esse trabalho diariamente na região e recolhemos os volumes ensacados produzidos por moradores e comerciantes de até 200 Lt/dia, agora recolher o que fica pelo chão não é nossa tarefa”, afirma o presidente da empresa Luiz Gonzaga.

A Construfert Ambiental é responsável pela coleta da varrição no bairro. Por meio de sua assessoria de imprensa – a empresa confirma a realização desse serviço cinco vezes ao dia . Mas, em alguns dias com tanta sujeira  é preciso que o efetivo de dois garis por rua aumente. A Prefeitura de São Paulo não com freqüência manda um “caminhão pipa” com cloro para desinfetar e tirar “grosso” das ruas da região conta o porteiro João Ribeiro.

Ribeiro conta que a situação de sujeira é constante e explica em quais os dias a quantidade de lixo é maior. “De sexta até o domingo é quando se faz mais sujeira e segunda-feira se vê o resultado. Se eu não varro, eu lavo. Todos os dias”, diz.

Atividades integradas como a Ação Centro Legal, parceira entre órgãos municipais e estaduais, policiamento ostensivo e o projeto Nova Luz não conseguirem acabar com a cracolândia e o lixo espalhado na região é apenas mais um dos problemas recorrentes do enorme número de viciados em crack do centro de São Paulo.

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Palestra esclarece a cobertura da Copa de 2010 pelos jornalistas brasileiros

Para discutir a cobertura do jornalismo brasileiro na Copa do Mundo de futebol de 2010, em campo os Jornalistas Bob Fernandes e Juca Kfouri palestraram no 5º Congresso de Jornalismo Investigativo da ABRAJI. Mais de 100 pessoas estiveram nas arquibancadas para ouvir os principais pontos sobre a estrutura dos veículos de comunicação na África do Sul e a relação de jogadores, dirigentes e do técnico Dunga com a imprensa.
Kfouri iniciou à partida ao contar sua experiência de oito coberturas de Copas e destacou mudanças ao longo dessa trajetória: “em 1982 eu assistia aos treinos ao lado do campo onde a seleção treinava. Mas, isso mudou mundialmente. Se pensarmos na inovação tecnológica houve um salto imenso para enviar as matérias para redação. Não sou saudosista e penso que hoje fazemos um jornalismo tão bom quanto há 40 anos”.

Fernandes dá seu toque de bola ao falar do grande número de profissionais responsáveis por cobrir a seleção e destaca o poder de controle da informação por parte de Rodrigo Paiva, assessor de comunicação da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). “Enquanto os jogadores davam entrevistas de 40 minutos, Paiva dava off´s de 1 hora e 15 minutos para mais de 30 jornalistas. E essa blindagem não começou na Copa, mas sim quatro anos antes”, declara Fernandes.

“Jornalista vai para cobrir, não para torcer”

No segundo tempo, as perguntas da plateia se concentram em polêmicas que envolveram Kfouri com o jogador Kaká e a relação entre Dunga e a imprensa. O jornalista afirma ser contra merchandisings feitos para promover a religião por jogadores. “Se Deus ajuda quem faz gol, nesse momento ele não ajuda o goleiro?”, questiona.

Frente à antipatia de Dunga, os palestrantes afirmam que o técnico tinha razão moral, porque ele tratava todos os jornalistas da mesma forma. No entanto, dizem ser complicado ele negar ou agir como agiu nas entrevistas porque isso envolve desgastes de sua imagem, da seleção e de patrocinadores.

Sobre a mística passada por Dunga, de que os veículos de comunicação eram contra a seleção, os palestrantes reagem: “jornalista vai para Copa para cobrir, não pra torcer. Nós jornalistas não torcemos contra. Eles [Dunga e assessoria de imprensa da seleção brasileira] acham que não devíamos publicar algumas notícias porque iríamos prejudicar o desempenho da equipe”, diz Kfouri.

Nos acréscimos, os jornalistas destacaram a grande quantidade de trabalhos para a realização da Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas 2016 no Brasil e apontaram a grande demanda de informações aos veículos de comunicação. Eles explicaram que a questão envolve o jornalismo de observação em diversos segmentos, além do jornalismo esportivo. “E esse é o olhar para escrever as notícias”, completa Fernandes

Nas cobranças de pênaltis, Juca Kfouri marcou mais um gol ao autografar o livro “11 Gols de Placa”, de Fernando Molica – uma parceira entre ABRAJI e editora RECORD que reúne reportagens investigativas tratando do futebol do país.

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Meio século de transformações da Amazônia Legal

O que mudou do Golpe Militar ao governo Lula


Atualmente, cuidar da maior floresta em biodiversidade do mundo e desenvolver programas sustentáveis para os noves estados que formam a Amazônia Legal está em evidência nos setores multidisciplinares da sociedade brasileira e mundial. E, para entender suas transformações sociais e necessidades de preservação é preciso considerar as complexidades individuais da estrutura e as alterações sociais que permearam os últimos 50 anos do Brasil, período no qual a ação do homem mais interferiu fortemente no bioma amazônico.

Após o golpe de 1964, os militares por considerarem o território amazônico ponto estratégico para defesa do país e com a descoberta de riquezas minerais, políticas de ocupação territorial cresceram na região. Não obstante, a falta de políticas sociais e o desrespeito à legislação ambiental refletiram em desmatamento da floresta, apropriação ilegal de terras, avanços interestadual de fronteiras agrícolas, condições de vida precárias aos novos moradores e aculturação das comunidades locais.

O geógrafo e professor da USP Ariovaldo de Oliveira - um dos principais especialistas da questão fundiária do Brasil defende que a ideologia geopolítica dos militares passou a idéia que a Amazônia é homogênea e esse paradigma está sendo quebrado. “A uma idéia que tudo na região é floresta. Mas, esse bioma possui grandes áreas como campos e serrado. Trata-se de um bioma extremamente complexo e tem gente morando lá”, explica o geógrafo.

A potencialidade agrária frente à ineficiência das políticas fundiárias brasileiras possibilitou e possibilita que a pecuária e a agricultura invadam e desmatem a região. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o primeiro causou maiores danos ambientais nos anos 70 e o segundo, a partir dos anos 90, principalmente com os avanços de fronteira da soja.

O professor de economia da USP Guilherme Leite da Silva Dias ressalta a necessidade de controle das questões agrárias na Amazônia. Ele apresentou a agricultura sustentável como solução alternativa aos modelos existentes no local e salientou a importância em conter seus os avanços de fronteiras. “Tem que ocorrer grandes transformações, não há como um sistema que herdamos do passado ser capaz de dar conta dos números de pressões que temos pela frente”, afirma.

Problemas fundiários amazônicos

A Amazônia Legal foi desmatada em aproximadamente 17% de sua floresta primaria. A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA) em uma análise sobre matas espessas originais relata que há 8 mil anos o mundo tinha 64 milhões de hectares de floresta e agora tem 15 milhões remanescentes. Conter os avanços agropecuários na Amazônia é não deixar que ocorra ao bioma o mesmo que aconteceu com a Mata Atlântica através do descontrole das lavouras de cana-de-açúcar e café no sul e sudeste do país.

Nesse meio século de extrativismo predatório tantos empreendedores e obras estatais que procuram desenvolver atividades econômicas na região quanto as comunidade que ali já vivem esbarram em problemas fundiários, interesses financeiros e de legislação ambiental.

Atualmente, a demarcação das terras da Raposa Serra de Sol, localizada no nordeste de Roraima e a construção da hidroelétrica de Belo Monte na bacia do Rio Xingu, são exemplos desse tipo de conflito.

No caso da hidroelétrica, Oliveira explicou que a obra do Governo Federal não é de necessidade do povo e garantiu que os estudos apontam falhas quanto ao potencial energético que ela poderá produzir. “Esses rios tem problema de oscilação entre períodos secos e chuvosos. A hidroelétrica de Balbina no rio Uatumã (Bacia Amazônica), só gera todo seu potencial energético durante 3 meses e isso ocorrerá também com Belo Monte”, afirma.

A aculturação indígena é outro ponto crítico desse período. A invasão da cultura branca trouxe além das doenças e costumes atípicos, brigas por território. O Artigo 231 da Constituição Federal reconhece o direito dos índios sobre a terra que tradicionalmente ocupam. Porém, a própria legislação ambiental, diferentes conceitos antropológicos, sociedade civil e União não conseguem um comum acordo interdisciplinar a sanar essa situação.

O General Eduardo Dias da Costa Villas Boas, ex- Chefe do Estado-Maior do Comando Militar da Amazônia apresenta um problema gerado pela desculturalização indígena e a apropriação ilegal de propriedades. “Após a demarcação das terras, os índios ficam abandonados e, aculturados, as dificuldades que eram grandes aumentam. Um exemplo é o caso Raposa Serra do Serra do Sol onde a população vivia da atividade econômica do gado e de arrozeiros. A demarcação acabou com a atividade econômica e agora eles são sustentados por programas do governo. Esse era um problema que não precisava ter acontecido, mas ouve falta de pragmatismo“ diz.

A maior floresta latifoliada do planeta sofre com a exploração contínua em seu conjunto de ecossistema. Seu desflorestamento causa percas incalculáveis no mais importante sistema de biodiversidade da Terra e ocasiona profundos impactos climáticos e ambientais prejudicais não só para região, mas para humanidade.

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Desenvolver estudos sobre cana-de-açúcar

Aproveitar a palha e o bagaço é o desafio dos pesquisadores brasileiros

Na busca de diminuir a dependência mundial do petróleo, cientistas procuram formas alternativas a escassez desse insumo para que o impacto negativo político e econômico, nos quatro continentes, alcancem menores proporções. Entre as possibilidades, a cana-de-açúcar é uma perspectiva real que se destaca há anos e, hoje, com o conceito sustentabilidade em expansão ganha mais espaço devido aos avanços tecnológicos na área bioenergética.

A cada dia as pesquisas em cana-de-açúcar crescem de forma constante a possibilitar um melhor desenvolvimento desde o seu plantio até sua manipulação. As experiências passadas e o forte investimento feito nos últimos anos no setor de Ciências & Tecnologia pelo governo colocaram nossas pesquisas, no setor sucroalcooleiro, na vanguarda tecnológica mundial. Mas, o que os cientistas buscam desenvolver?


Em conferência realizada no último sábado no Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo (IEA), o pesquisador Marcos Buckeridge explicou em que nível o Brasil se encontra nos avanços tecnológicos agrários e da biomassa originada da cana-de-açúcar. “Você pode pegar qualquer outra área de ciência do Brasil, mas dificilmente encontrará uma na qual tenhamos tecnologia de ponta como na bioenergia”, completou Marcos.

Segundos dados da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade de Ribeirão Preto (FEARP), o setor sucroalcooleiro do país movimenta aproximadamente US$ 87 milhões. Essa cifra equivale 4,6 do Produto Interno Bruto brasileiro (PIB) e desenvolver sua capacidade tecnológica pode triplicar seus valores financeiros aumentando a produtividade sem a necessidade de usufruir de novas terras.

Devido ao menor impacto ambiental gerado pelo etanol ao meio ambiente, as oscilações do preço do petróleo e a diversificação na matriz energética, os investimentos no setor bioenergético crescem de forma constante. O Laboratório Nacional de Ciência e Tecnologia (CTBE) desenvolvido pelo Ministério da Ciência & Tecnologia recebeu subsídios de R$ 69 milhões para sua criação e a Fundação de Amparo a Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) que fomenta aproximadamente R$ 600 milhões por ano em pesquisas básicas e desenvolvimento tecnológico no Estado, são exemplos do empenho do governo em melhorar a produção sustentável do álcool etílico.


Esse grande investimento no setor possibilita que os cientistas cada vez mais possam melhorar o aproveitamento da cana como bem final, levedura, aditivo e crédito de carbono. Por exemplo, as novas tecnologias no manejo do álcool como a hidrólise do bagaço e o uso da palha para a produção de energia são alguns dos principais trabalhos desenvolvidos pelos pesquisadores do setor. “O Brasil está focado em melhorar produtividade dessa planta e fazer o chamado etanol de celulose com sua biomassa”, retrata Buckeridge.

Cana-de-açúcar frente ao Milho
Diferente dos estadunidenses, que também manipulam o milho na busca de eficiências enérgicas, o insumo brasileiro possui várias vantagens em relação ao produto norte-americano. Segundo estudos do CTBE, enquanto os EUA gastam uma unidade de energia equivalente de combustível fóssil para gerar 1,3 litros de etanol, no Brasil, a mesma quantidade produz entre oito e nove unidades.

Hoje aproveitar toda biomassa da cana é o principal desafio dos cientistas brasileiros. Buckeridge afirma que, atualmente, mais de 40 laboratórios distribuídos em seis Estados trabalham nessa otimização. E, garantiu que ao aproveitar todo potencial desse produto, significativamente, sua fabricação aumentará. “A cana tem 18% de sacarose em média e isso corresponde a 1/3 de sua energia. Sobram o bagaço e palha e cada um corresponde aos outros 2/3. Ao conseguirmos pegar a celulose existente em ambos teremos a possibilidade de – teoricamente - triplicarmos nossa produção energética”, afirma.

quarta-feira, 7 de abril de 2010

É verdade! Eu queria mesmo votar na Marina Silva

Nos últimos seis meses uma avalanche de informações especulativas da imprensa sobre a corrida presidencial chocalha o cérebro dos brasileiros diante a escolha dos candidatos ao Palácio do Planalto.




Com a desfiliação de Marina Silva do Partido dos Trabalhadores (PT) vi em sua pré-candidatura uma diferente opção à carência de aspirantes à presidência da república.



No entanto, ao sentir o sabor do desenrolar dessa campanha estou a ponto de colocar um ponto final em minha possível escolha ao primeiro turno das eleições.

Nem tudo que reluz é ouro. Esse provérbio, que aprendi ainda quando pia desabrocha perante atmosfera do Partido Verde (PV) e suas atitudes políticas, ideológicas e correligionárias para eleições de 26 de outubro de 2010.

Após a saída de Marina Silva ex-ministra do meio ambiente do PT, meu coração me guiou em poder votar em um sonho. Os méritos da militância, intelectualidade e a história dessa presidenciável são inquestionáveis frente a ótica social, contudo,suas atuais atitudes - talvez por influência dos verdes, obscura meu entender de uma posição da gestão-administrativa dessa dobradinha.

O PV brasileiro, que eu sempre enxerguei como um partido “giletão” parece cada vez mais de direita. Talvez eles sejam um novo PMDB. A impressão é que os verdes esqueceram completamente as disparidades existentes entre desenvolvimento e sustentabilidade, socialismo e capitalismo e empresários e trabalhadores.



Parcerias confusas

Diz a lenda que para governabilidade executiva parceria entre partidos com ideologias antogônicas precisam ser feitas. Os céticos sempre criticaram as alianças do presidente Lula com pessoas como José Sarney (PMDM). Mas qual a diferença então?



Nenhuma. Em São Paulo, os conclaves do partido verde assustam. Nesse último governo José Serra e Gilberto Kassab, os verdes defenderem os tucanos e os democratas explicitamente. No Rio de Janeiro, essa parceria firmada entre o deputado Fernando Gabeira e o PSDB para eleição do governo carioca é de arrepiar.



Não que a nível Federal possa se fazer qualquer tipo de aliança política. Os confusos conchaves do PT, por exemplo, impedem a reforma agrária ou uma maior rigidez na regulamentação do novo código forestal.

A impressão que se deu quando Marina Silva se desfliou do partido governista, até onde eu sei, foi motivada por essa e outras disparidades de conceitos que afetavam diretamente o Ministério do Meio Ambiente.

Gerir um dos três colégios eleitorais mais importantes do ponto vista econômico da Federação é de muita valia estratégica. Mas, chegar ao ápice de ser conivente a tecnocracia e a gestão neo-liberal elitista democrata-tucano é tenebroso e perigoso.

Na gestão Fernando Henrique os tucanos venderam nossas estatais alegando que elas traziam prejuízos aos cofres públicos. A companhia Vale do Rio Doce, por exemplo, que foi vendida no ano de 1997 pela bagatela de R$ 3,3 bilhões, no final de 2009 teve um lucro líquido de mais de R$ 10 bilhões.



Em companhia do inimigo

Parece que o PV veda os olhos sobre estagnação e o imperialismo da tucanagem nos últimos 20 anos de governo em São Paulo. Talvez, isso ocorra por causa do patrocínio do empresariado ao partido por causa da palavra da moda:“desenvolvimento sustentável”. Como exemplos temos o dono da Natura, Guilherme Leal como vice de Marina.



Quanto a companheira ambientalista, muito se falou sobre a sua soberania em ser gestora no plano de manejo político de seu atual partido às eleições 2010. Mas, por conhecer a sua história me pergunto: Por que esses equívocos em sua postura como líder dessa caravela verde?

Apesar de nacionalmente os verdes não firmarem parceiras com nenhum outro partido, as alianças direitistas estaduais, caso vençam , a chance de levá-las ao Palácio da

Alvorada são consideráveis.



Hoje a impressão que tenho é de que Marina é mais papagaio de pirata do PV do que Dilma de Lula. Minha razão me guia a votar em um plano de governo ao invés de votar

em um sonho. Mas, não descarto a possibilidade de no futuro votar na acreana que pra mim é um exemplo de vida, mas politicamente, no momento - não mais.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Segregação Social, descriminação racial

No dia 11 de fevereiro de 1990, após 27 anos de confinamento Nelson Mandela ganhou a liberdade na África do Sul. Reconhecido mundialmente pela sua luta contra o apartheid sua biografia se tornou um marco a favor da igualdade racial.


Considerado como terrorista e por liderar grupos armados que eram contra o regime segregacionista sul-africano, Mandela foi condenado a cinco anos de prisão e consequentemente a prisão perpétua. Mesmo encarcerado, ele através de cartas ajudou a organizar um partido e manifestações contra a supremacia e opressão branca contra os negros.



Após grande pressão mundial contra o cárcere de Mandela, em 1990 o então presidente da África do Sul Frederik de Klerk o concedeu a liberdade. Nos anos seguintes ele liderou seu partido no parlamento e em 1994 se tornou o primeiro presidente negro de seu país. Sua gestão foi muito criticada por radicais e, sua posição ideológica política, muitas vezes o colocou em desentendimento com outros líderes de Estados.


Pensar na história de Nelson Mandela é retroceder ao século XVI quando os negros foram sequestratos da África para serem escravos em outros países. O problema é que já estávamos em 1953 e em um local onde a minoria oprimia a maioria.



Não só na Africa do Sul como em outros países muito em relação a igualdade racial mudou. No entanto, fortes resquícios de preconceito ainda desgatam as relações sociais por causa das diferenças étnicas.


O dia 11 de Fevereiro deve ser lembrado não apenas como dia em que um líder preso injustamente ganhou a liberdade, mas sim uma reflexão diante o holocausto e a segragação racial que os negros sofreram durante séculos. Não devemos deixar que os fatos ocorridos sejam tratados como estória, mas sim como um dos grandes absurdos da história da humanidade.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Biodiversidade é preciso preservar



2010 foi eleito pela Organização das Nações Unidas, ONU como o ano da internacional da biodiversidade. Entendo o significado dessa palavra como um conjunto de biomas que se interpolam direta ou indiretamente e formam a diversidade física da natureza.


A se pensar em como a preservação do meio ambiente foi gerenciada pelo homem durantes os séculos é escandaloso seu descaso com a natureza.



Após o surgimento das cidades e, por seguinte, o advento revolução industrial - a destruição do meio ambiente - em princípio-, foi visto como uma maneira de suprir demandas da sociedade urbana. E, ao acreditar que o processo regenerativo da natureza poderia acompanhar o desenvolvimento, a humanidade começou a explorar de forma desenfreada os recursos naturais.


Karl Marx, em seus ensaios, já alertava que a produção e o consumo poderiam alcançar um patamar insustentável e, ambas as necessidades - descontroladas- afetariam diretamente o meio ambiente.


O início da conscientização ambiental ainda é recente. No mundo, apenas em meados dos anos 60 com a contracultura, um levante significativo acadêmico e ideológico passou a ganhar forças contra a destruição do planeta. No Brasil, os créditos primórdios da difusão da consciência ecológica nascem com os teólogos de libertação.


Atualmente palavras como desenvolvimento sustentável, área de proteção ambiental – APA, aquecimento global começam a ganhar forças em diversas camadas da sociedade e inicia-se um lento progresso em conscientizar empresas, indústrias, agricultores e pessoas no mundo contemporâneo sobre ação e reação do meio ambiente diante a destruição dos recursos naturais que afeta à redução da biodiversidade.



ONG`s como WWF, Greenpeace, SOS Mata Atlântica, por exemplo, fazem um elo entre a natureza e a política. Estas são responsáveis em cobrar os governantes, orientar a sociedade sobre questões ambientais e agir na natureza em áreas problemáticas. Porém, a preservação da natureza necessita de uma maior mobilização popular e isso só haverá quando se conseguir uma educação ambiental em grnade escala.



O Ministério do Meio Ambiente, MMA apresenta em seu site a execução orçamentária de R$ 50.406.311,68 em gastos em 2009 com programas governamentais relacionados a preservação da natureza. Gestão da Política de Meio Ambiente, Prevenção e Combate ao Desmatamento, Queimadas e Incêndios Florestais – Florescer e Conservação e Recuperação dos Biomas Brasileiros são alguns exemplos de políticas públicas elaboradas pelo governo federal. O valor gasto em cada programa pode ser visto no site: http://www.mma.gov.br/transparencia/



Não sei se a cifra acima citada foi suficiente ou não para diminuir, preservar e conscientizar os agentes que forma o que chamamos de sociedade sobre degradação a natureza. Sinto uma leve melhora da consciência humana com Gaia. No Brasil, a Amazônia está sendo menos desmatada, porém em outras áreas no país, a ausência do poder público ainda permite a destruição de ecossistemas, a falta de planos de manejos nas APP´s e APA´s ainda precisa ser solucionada e leis contra os criminosos e licenças ambientais precisam ser repensadas.



Compreender a Terra como um macro organismo onde a célula humana não seja um vírus é nova consciência que deve ser proliferada.



“Pensar local. Agir global”. Agenda 21



“Muita gente pequena em muitos lugares pequenos, fazendo coisas pequenas mudarão a face da Terra” Provérbio Africano







quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Tragédia destrói um país que estava em reconstrução


Haiti
Caetano Veloso
“Se você for a festa do pelô, e se você não for
Pense no Haiti, reze pelo Haiti
O Haiti é aqui
O Haiti não é aqui”

Quando Caetano compôs a canção Haiti ciente ele era sobre as condições sócios – economicas desse pobre país caribenho. Mas, com certeza o compositor e nem a atrasada ou insigne tecnologia local conseguiram prever essa tragédia.
A situação do país desde a expulsão dos colonizadores franceses nunca foi boa. Fome, miséria, guerrilhas e epidemias sempre foram problemas locais.
Esse novo terremoto que abalou o país de forma cadastrófica, tirou o nada de quem já não tinha.
Nem militares, nem engenharia, nem o prédio da Organização das Nações Unidas, ONU e nem nada resistiu ao abalo sismo que destruiu Port-au-Prince.
A dois dias acompanhando os noticiáios, vendos fotos e videos no you tube sobre a tragédia, o sentimento de tristeza e incapacidade por muitos instantes tomaram conta do meu coração.
Como eu queria ir pra lá ajudar. A sensação que tenho é que antes do terremoto os esforços eram pra reconstruir o país, agora tudo começa do zero.
Cheguei até pensar se eu fosse um artista famoso como Bonno Vox, Sting, Paul McCartney e outros que tem uma consciência social, promoveria agora um mega evento para arrecar fundos para as vítimas da tragédia.
Se eu fosse o Obama mandaria fomentos como máquinas, remédios, especialistas e tudo mais que minha condição permitesse para ajuda-los.
Ontem ao ver ou ler em alguma mídia que por falta apás as pessoas cavocam com as mãos para tentar resgatar vítimas, uma revolta comigo mesmo tomou conta de meu coração.
Gritei várias vezes a Jah. Por que meu Senhor, por quê?
Não sei se orar resolve, mas no momento é o que faço.


Todos pelo Haiti.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Difícil decisão. Eu fico com o povo e você?

Na vida aprendemos que sempre devemos tomar uma posição diante a um fato. Estar alheio ou se isentar em algumas situações, muitas vezes é por medo da conseqüência ou comprometimento com a causa.
Quem mora em São Paulo ou já teve a oportunidade de pegar ou desembarcar em algum ônibus no Terminal Parque do Dom Pedro II, com certeza já se deparou com a grande quantidade de vendedores ambulantes que ali comercializam uma variedade de produto que vão desde o tradicional churrasquinho, a frutas, dvds e cigarros.
Ontem, depois de um ótimo passeio com minha namorada pelo centro de São Paulo, fomos até o Terminal para pegar o ônibus que nos leva pra casa. Ao atravessar a Praça Ragueb Chohfi -, local que parece mais uma feira permanente devido a grande quantidade barracas que vendem tênis, roupas e afins-, percebi que os ambulantes que ficavam paralelos ao terminal não mais se encontravam no local e o número de policiais que estava na região era grande
Não cheguei a presenciar a retirada dos vendedores, mas uma questão acompanhou meus pensamentos até eu desembarcar na zona leste. Foi certa a ação da prefeitura em retirar os trabalhadores do lugar?
Duas possibilidades verteram em minha razão e em meu coração.
Quem já passou por esse trecho do Parque Dom Pedro II, amiúde via a bagunça que era. Ali havia tantos vendedores que às até atrapalhavam o grande fluxo de pessoas que ali circulam nos horários de pico. Quem inspeciona a qualidade dos alimentos vendidos? Qual é o risco para saúde do consumidor? Inegável é a melhora visual, pessoas embriagadas, consumo de drogas e o enorme lixo produzido pelos trabalhadores não mais fazem parte do cenário local.
Por outro lado, caso estes trabalhadores não voltem a trabalhar ali o que vão fazer da vida? Como irão conseguir tirar o sustento para suas famílias? Apesar de trabalharem de forma ilegal, houve um diálogo da Prefeitura da Capital avisando-os para não ficarem mais ali
Nessa cidade sem lei que é São Paulo, o humilde trabalhador é sempre quem levará a pior. Pouco se vê o apoio do poder público junto aos desfavorecidos. Quais as conseqüências sociais dessa ação?
Pensar local e agir e global para essa situação do mercado informal em São Paulo é uma novela que o fim ainda está muito longe. Opto por ficar ao lado do povo, pois em situação na qual o opressor e o oprimido labutam, quem fica em cima do muro apóia a aristocracia.




quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Feliz Ano Velho

Segundo registros históricos, o ano novo teve sua comemoração celebrada primeiramente na Babilônia e, com o passar dos anos a popularidade da festa ganhou o mundo através dos séculos.
Quando comemoramos o réveillon é normal ouvirmos ou falarmos citações do tipo: “agora se inicia um novo ciclo, nesse ano serei mais tolerente ou vou parar de fumar”. Frases como muita paz, amor e saúde são os clichês mais utilizados.
Quem já não fez uma promessa ou já usufruiu das frases feitas? Os orientais acreditam que a mudança de período se sucede em nosso aniversário, mas nós orientais vemos o fim de uma jornada no dia 31 de dezembro e o recomeço 1ºde Janeiro.
No Brasil, a famosa frase “O ano começa após o carnaval” é extremamente verídica. Por exemplo, a constituição prevê para o Senado um recesso que vai do dia 23 de dezembro a 1.º de Fevereiro. Venhamos e convenhamos que seja lei,todavia,  estes políticos que trabalham tanto mais tanto o ano todo para um Brasil melhor recebem este extenso, mas não sei se merecido descanso.
Em São Paulo, o prefeito Gilberto Kassab que culpou lá no final do ano passado a natureza por alagamentos na capital cumpriu sua promessa de não subir a tarifa de ônibus em 2009. Porém, logo no primeiro dia útil de 2010 os paulistanos ganharam de presente um acréscimo de 17,4% no valor que anteriormente era de R$ 2,30 e passou para R$ 2,70. Mas, não devemos reclamar né? O que são R$ 0,40 a mais em nosso excelente transporte coletivo que nos possibilitam viajar como se estivéssemos na primeira classe de um transatlântico?
Pontes e barreiras caindo de norte a sul, tragédias, queda ou aumento nas vendas do setor y, procura de um novo emprego, a expectativa de que a economia cresça X% no país e tantos por cento no mundo, a escolha de um objeto, ops! da gostosa, ops! da musa do carnaval 2010, Big Brother Brasil, IPVA, matrículas escolares, queima de estoques!

Ai, ai...

Amigos e amigas vamos lá, agora começa um novo ciclo. Prometo esse ano ser mais light e não matar aulas na universidade de sexta-feira.


Muita paz, amor e saúde a todos!

Esses são meus sinceros votos.