sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Biodiversidade é preciso preservar



2010 foi eleito pela Organização das Nações Unidas, ONU como o ano da internacional da biodiversidade. Entendo o significado dessa palavra como um conjunto de biomas que se interpolam direta ou indiretamente e formam a diversidade física da natureza.


A se pensar em como a preservação do meio ambiente foi gerenciada pelo homem durantes os séculos é escandaloso seu descaso com a natureza.



Após o surgimento das cidades e, por seguinte, o advento revolução industrial - a destruição do meio ambiente - em princípio-, foi visto como uma maneira de suprir demandas da sociedade urbana. E, ao acreditar que o processo regenerativo da natureza poderia acompanhar o desenvolvimento, a humanidade começou a explorar de forma desenfreada os recursos naturais.


Karl Marx, em seus ensaios, já alertava que a produção e o consumo poderiam alcançar um patamar insustentável e, ambas as necessidades - descontroladas- afetariam diretamente o meio ambiente.


O início da conscientização ambiental ainda é recente. No mundo, apenas em meados dos anos 60 com a contracultura, um levante significativo acadêmico e ideológico passou a ganhar forças contra a destruição do planeta. No Brasil, os créditos primórdios da difusão da consciência ecológica nascem com os teólogos de libertação.


Atualmente palavras como desenvolvimento sustentável, área de proteção ambiental – APA, aquecimento global começam a ganhar forças em diversas camadas da sociedade e inicia-se um lento progresso em conscientizar empresas, indústrias, agricultores e pessoas no mundo contemporâneo sobre ação e reação do meio ambiente diante a destruição dos recursos naturais que afeta à redução da biodiversidade.



ONG`s como WWF, Greenpeace, SOS Mata Atlântica, por exemplo, fazem um elo entre a natureza e a política. Estas são responsáveis em cobrar os governantes, orientar a sociedade sobre questões ambientais e agir na natureza em áreas problemáticas. Porém, a preservação da natureza necessita de uma maior mobilização popular e isso só haverá quando se conseguir uma educação ambiental em grnade escala.



O Ministério do Meio Ambiente, MMA apresenta em seu site a execução orçamentária de R$ 50.406.311,68 em gastos em 2009 com programas governamentais relacionados a preservação da natureza. Gestão da Política de Meio Ambiente, Prevenção e Combate ao Desmatamento, Queimadas e Incêndios Florestais – Florescer e Conservação e Recuperação dos Biomas Brasileiros são alguns exemplos de políticas públicas elaboradas pelo governo federal. O valor gasto em cada programa pode ser visto no site: http://www.mma.gov.br/transparencia/



Não sei se a cifra acima citada foi suficiente ou não para diminuir, preservar e conscientizar os agentes que forma o que chamamos de sociedade sobre degradação a natureza. Sinto uma leve melhora da consciência humana com Gaia. No Brasil, a Amazônia está sendo menos desmatada, porém em outras áreas no país, a ausência do poder público ainda permite a destruição de ecossistemas, a falta de planos de manejos nas APP´s e APA´s ainda precisa ser solucionada e leis contra os criminosos e licenças ambientais precisam ser repensadas.



Compreender a Terra como um macro organismo onde a célula humana não seja um vírus é nova consciência que deve ser proliferada.



“Pensar local. Agir global”. Agenda 21



“Muita gente pequena em muitos lugares pequenos, fazendo coisas pequenas mudarão a face da Terra” Provérbio Africano







quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Tragédia destrói um país que estava em reconstrução


Haiti
Caetano Veloso
“Se você for a festa do pelô, e se você não for
Pense no Haiti, reze pelo Haiti
O Haiti é aqui
O Haiti não é aqui”

Quando Caetano compôs a canção Haiti ciente ele era sobre as condições sócios – economicas desse pobre país caribenho. Mas, com certeza o compositor e nem a atrasada ou insigne tecnologia local conseguiram prever essa tragédia.
A situação do país desde a expulsão dos colonizadores franceses nunca foi boa. Fome, miséria, guerrilhas e epidemias sempre foram problemas locais.
Esse novo terremoto que abalou o país de forma cadastrófica, tirou o nada de quem já não tinha.
Nem militares, nem engenharia, nem o prédio da Organização das Nações Unidas, ONU e nem nada resistiu ao abalo sismo que destruiu Port-au-Prince.
A dois dias acompanhando os noticiáios, vendos fotos e videos no you tube sobre a tragédia, o sentimento de tristeza e incapacidade por muitos instantes tomaram conta do meu coração.
Como eu queria ir pra lá ajudar. A sensação que tenho é que antes do terremoto os esforços eram pra reconstruir o país, agora tudo começa do zero.
Cheguei até pensar se eu fosse um artista famoso como Bonno Vox, Sting, Paul McCartney e outros que tem uma consciência social, promoveria agora um mega evento para arrecar fundos para as vítimas da tragédia.
Se eu fosse o Obama mandaria fomentos como máquinas, remédios, especialistas e tudo mais que minha condição permitesse para ajuda-los.
Ontem ao ver ou ler em alguma mídia que por falta apás as pessoas cavocam com as mãos para tentar resgatar vítimas, uma revolta comigo mesmo tomou conta de meu coração.
Gritei várias vezes a Jah. Por que meu Senhor, por quê?
Não sei se orar resolve, mas no momento é o que faço.


Todos pelo Haiti.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Difícil decisão. Eu fico com o povo e você?

Na vida aprendemos que sempre devemos tomar uma posição diante a um fato. Estar alheio ou se isentar em algumas situações, muitas vezes é por medo da conseqüência ou comprometimento com a causa.
Quem mora em São Paulo ou já teve a oportunidade de pegar ou desembarcar em algum ônibus no Terminal Parque do Dom Pedro II, com certeza já se deparou com a grande quantidade de vendedores ambulantes que ali comercializam uma variedade de produto que vão desde o tradicional churrasquinho, a frutas, dvds e cigarros.
Ontem, depois de um ótimo passeio com minha namorada pelo centro de São Paulo, fomos até o Terminal para pegar o ônibus que nos leva pra casa. Ao atravessar a Praça Ragueb Chohfi -, local que parece mais uma feira permanente devido a grande quantidade barracas que vendem tênis, roupas e afins-, percebi que os ambulantes que ficavam paralelos ao terminal não mais se encontravam no local e o número de policiais que estava na região era grande
Não cheguei a presenciar a retirada dos vendedores, mas uma questão acompanhou meus pensamentos até eu desembarcar na zona leste. Foi certa a ação da prefeitura em retirar os trabalhadores do lugar?
Duas possibilidades verteram em minha razão e em meu coração.
Quem já passou por esse trecho do Parque Dom Pedro II, amiúde via a bagunça que era. Ali havia tantos vendedores que às até atrapalhavam o grande fluxo de pessoas que ali circulam nos horários de pico. Quem inspeciona a qualidade dos alimentos vendidos? Qual é o risco para saúde do consumidor? Inegável é a melhora visual, pessoas embriagadas, consumo de drogas e o enorme lixo produzido pelos trabalhadores não mais fazem parte do cenário local.
Por outro lado, caso estes trabalhadores não voltem a trabalhar ali o que vão fazer da vida? Como irão conseguir tirar o sustento para suas famílias? Apesar de trabalharem de forma ilegal, houve um diálogo da Prefeitura da Capital avisando-os para não ficarem mais ali
Nessa cidade sem lei que é São Paulo, o humilde trabalhador é sempre quem levará a pior. Pouco se vê o apoio do poder público junto aos desfavorecidos. Quais as conseqüências sociais dessa ação?
Pensar local e agir e global para essa situação do mercado informal em São Paulo é uma novela que o fim ainda está muito longe. Opto por ficar ao lado do povo, pois em situação na qual o opressor e o oprimido labutam, quem fica em cima do muro apóia a aristocracia.




quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Feliz Ano Velho

Segundo registros históricos, o ano novo teve sua comemoração celebrada primeiramente na Babilônia e, com o passar dos anos a popularidade da festa ganhou o mundo através dos séculos.
Quando comemoramos o réveillon é normal ouvirmos ou falarmos citações do tipo: “agora se inicia um novo ciclo, nesse ano serei mais tolerente ou vou parar de fumar”. Frases como muita paz, amor e saúde são os clichês mais utilizados.
Quem já não fez uma promessa ou já usufruiu das frases feitas? Os orientais acreditam que a mudança de período se sucede em nosso aniversário, mas nós orientais vemos o fim de uma jornada no dia 31 de dezembro e o recomeço 1ºde Janeiro.
No Brasil, a famosa frase “O ano começa após o carnaval” é extremamente verídica. Por exemplo, a constituição prevê para o Senado um recesso que vai do dia 23 de dezembro a 1.º de Fevereiro. Venhamos e convenhamos que seja lei,todavia,  estes políticos que trabalham tanto mais tanto o ano todo para um Brasil melhor recebem este extenso, mas não sei se merecido descanso.
Em São Paulo, o prefeito Gilberto Kassab que culpou lá no final do ano passado a natureza por alagamentos na capital cumpriu sua promessa de não subir a tarifa de ônibus em 2009. Porém, logo no primeiro dia útil de 2010 os paulistanos ganharam de presente um acréscimo de 17,4% no valor que anteriormente era de R$ 2,30 e passou para R$ 2,70. Mas, não devemos reclamar né? O que são R$ 0,40 a mais em nosso excelente transporte coletivo que nos possibilitam viajar como se estivéssemos na primeira classe de um transatlântico?
Pontes e barreiras caindo de norte a sul, tragédias, queda ou aumento nas vendas do setor y, procura de um novo emprego, a expectativa de que a economia cresça X% no país e tantos por cento no mundo, a escolha de um objeto, ops! da gostosa, ops! da musa do carnaval 2010, Big Brother Brasil, IPVA, matrículas escolares, queima de estoques!

Ai, ai...

Amigos e amigas vamos lá, agora começa um novo ciclo. Prometo esse ano ser mais light e não matar aulas na universidade de sexta-feira.


Muita paz, amor e saúde a todos!

Esses são meus sinceros votos.